enquanto ouço os dias sussurarem amor no meu ouvido,
pulsar um coração, em batidas longas,
vejo como tudo é luz quando os olhos se abrem,
que a escuridão é uma opção
que algures, enquanto decifrava um desses murmúrios do tempo,
um dia qualquer, decidi tomar.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
- sem título -
apagaram-se as luzes na casa
que habitamos,
e tropeçamos nos corpos perdidos
que vagueiam.
que vagueamos.
os corpos que vagueamos.
antes a sombra
serei a sombra de um lobo,
se não puder lançá-la sobre o prado,
mas antes a sombra de um lobo que
no prado lançar a de um cordeiro.
domingo, 14 de abril de 2013
talvez na hora da morte
talvez na hora da morte,
aos ouvidos do meu último abandono,
me confesse a vida que sou,
talvez na hora da morte,
ao deitar na treva suave
me sopre o código do corpo,
o último olhar branco.
de constante interpelo, uma apelação
como um silêncio, me faz partir o espelho
em mil pedaços revoltosos, tantos anos de azar,
pode a hora da morte antecipar-se.
e ao olhar a parede vazia,
vejo tudo o que sou.
aos ouvidos do meu último abandono,
me confesse a vida que sou,
talvez na hora da morte,
ao deitar na treva suave
me sopre o código do corpo,
o último olhar branco.
de constante interpelo, uma apelação
como um silêncio, me faz partir o espelho
em mil pedaços revoltosos, tantos anos de azar,
pode a hora da morte antecipar-se.
e ao olhar a parede vazia,
vejo tudo o que sou.
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