pássaro loucura
em chamas de beleza
em voo queda
para onde me levas
corta a corda que nos prende
e cai sem mim.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
espírito
se alguma coisa levo deste mundo
é a memória falsa suave de um sonho
em que as palavras me não faltam
e definem sem hesitação a própria verdade
à imagem do que vejo como sou.
falsas imagens de um poema que me surge
como fantasma, ou como o cheiro de aguardente,
que fugaz nos abandona,
um espírito que nos habita mas não existe.
e entre as palavras, somos apenas homens,
que é como ser humano entre deuses.
é a memória falsa suave de um sonho
em que as palavras me não faltam
e definem sem hesitação a própria verdade
à imagem do que vejo como sou.
falsas imagens de um poema que me surge
como fantasma, ou como o cheiro de aguardente,
que fugaz nos abandona,
um espírito que nos habita mas não existe.
e entre as palavras, somos apenas homens,
que é como ser humano entre deuses.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
sem título
às vezes surge-nos uma fixação estética pela morte
uma espécie de vórtice negro que puxa a pele dos poetas,
isso é razoável, a arte e a morte são os desígnios finais da humanidade,
um por desejo, outro por força da circunstância.
sem título
haja rios torrentes e folhas ao vento
caindo do outono vermelhas
e frio por dentro das almas
como ramos despidos de árvores
de braços estendidos.
são retratos de impressões dos tempos
que se tornam ecos
como outonos são passado no inverno
no verão futuro.
caindo do outono vermelhas
e frio por dentro das almas
como ramos despidos de árvores
de braços estendidos.
são retratos de impressões dos tempos
que se tornam ecos
como outonos são passado no inverno
no verão futuro.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
aquém
serei sempre o lado escuro
do meu desejo puro,
a face negra de uma libertação que imagino
uma emancipação límpida.
serei sempre aquém.
aqui e além, uma serpente virá mostrar-me o caminho,
morderei o pecado, sentir-lhe-ei o aroma doce de perfeição.
e da virtude sinto apenas os contornos longínquos.
coragem não é saber o caminho, é percorrê-lo.
por isso mesmo,
serei sempre aquém.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
vertigem
vertigem é o que me atinge
ao debruçar-me sobre o abismo escuro
por onde os ecos das almas alheias ondulam,
vertigem é o que me atinge
ao precipitar do cume da alta falésia o olhar
em busca do fim, do sopé, das ondas do mar,
e ver nada mais que afinal uma delicada neblina.
ao debruçar-me sobre o abismo escuro
por onde os ecos das almas alheias ondulam,
vertigem é o que me atinge
ao precipitar do cume da alta falésia o olhar
em busca do fim, do sopé, das ondas do mar,
e ver nada mais que afinal uma delicada neblina.
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